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Profissão Poeta

Paloma Klisys desenvolve sua atuação como poeta a partir de uma escrita que articula rigor formal, escuta do cotidiano e abertura ao imprevisto, situando a linguagem como campo de experimentação crítica e sensível. Sua produção literária insere-se em um território expandido da poesia contemporânea, no qual o texto dialoga com a performance, a oralidade e as artes visuais, sem se restringir a formatos fixos.

Autora dos livros (Des) Ensaios no Imprevisto, publicado pela Editora Córrego, e Qualquer coisa entre um cigarro e um lugar que não existe, lançado inicialmente pela editora O Autor na Raça e posteriormente pelo selo Edições Maloqueiristas, Paloma constrói obras compostas por poemas e microcrônicas que exploram diferentes regimes de intensidade da linguagem.

 

Em (Des) Ensaios no Imprevisto, a escrita incorpora imagens de trabalhos visuais realizados pela artista ao longo de sua trajetória, reforçando a dimensão híbrida e transdisciplinar de sua prática poética.

Sua poesia transita com fluidez entre referências da poesia concreta, estruturas breves próximas ao haicai, textos de maior fôlego e microcrônicas que observam, com precisão e ironia, a condição humana.

 

Humor, crítica social e lirismo coexistem em uma escrita que tensiona o cotidiano, abrindo espaço tanto para olhares críticos a partir dos impactos da geopolítica mundial,  quanto para a dimensão sensível e enigmática da existência. Há, ainda, um romantismo deliberadamente lúdico e deslocado, que opera como estratégia de fricção entre afeto e crítica.

A experiência coletiva também ocupa lugar central em sua formação poética. Na primeira década dos anos 2000, Paloma integrou o coletivo Poesia Maloqueirista, atuando em ações coletivas.

 

Destaca-se também sua trajetória com  performances solo, o que consolidou uma relação direta com o espaço público e com públicos diversos, elemento que permanece como marca estrutural de sua escrita.

Atualmente, sua produção poética, além de através de publicações impressas é frequentemente apresentada em diálogo com outros processos criativos, incluindo performances solo e ações híbridas que ampliam a circulação do texto para além do livro.

 

A poesia, em sua prática, não se encerra na página: opera como dispositivo vivo, capaz de se reinscrever em diferentes contextos e de ativar relações entre linguagem, corpo e presença.

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