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Artefactos de um Inventário Transcultural são manifestações tangíveis e digitais que emergem do território conceitual Rotas do Contrabando Cultural.

 

Cada artefacto funciona como um ponto de memória ativado, uma síntese artística e poética que condensa séculos de trânsito entre a Galiza, o Brasil e o universo digital.

Este inventário não é uma coleção estática de objetos do passado; é um catálogo vivo de atualizações. São dispositivos criados para processar cargas históricas e objetos encontrados em derivas e “devolvê-los” ao mundo sob novas formas — código, som, imagens generativas audiovisuais e registros em blockchain.

 

Inventário como Processo

A criação destes artefactos parte de uma metodologia de arqueologia tecnológica e afetiva.

 

Paloma Klisys opera sobre o "magma poético" da sua linhagem matriarcal, extraindo elementos — ritmos, fonemas, padrões visuais e narrativas orais — para submetê-los a processos de transformações e atualizações contemporâneas.

O inventário organiza-se em três pilares fundamentais:

  • Recuperação: O resgate de fragmentos de memórias que resistem ao apagamento.

  • Descoberta: O encontro fortuito entre a tradição oral, o acaso dos encontros e o rigor dos algoritmos.

  • Invenção: A produção de novos registros que passam a existir como elementos inéditos para as futuras gerações.

 

Artefacto I

O Artefacto I inaugura este inventário como uma obra-síntese.

 

Ele representa o primeiro gesto artístico de uma estirpe que, até então, guardava suas memórias apenas no corpo e na voz, muitas vezes sem registro algum.

 

Ao converter essa “herança” em arte generativa e audiovisual, os artefactos estabelecem pontes entre o passado e o presente, projetando novas possibilidades de olhar para as construções de futuros possíveis e novas filosofias de interação e convivência.

Permanência e Fluxo

Em diálogo com as tecnologias de registro descentralizado, alguns destes artefactos exploram o conceito de permanência digital.

 

Ao utilizar ferramentas como a blockchain, a artista garante que estas “memórias”, adulteradas poeticamente e contrabandeadas através dos séculos, encontrem um novo tipo de território que pode operar fora dos controles centralizados de legitimação cultural, alimentando devires decoloniais em processos criativos e de pesquisa transdisciplinar.

Artefactos
de um Inventário Transcultural

Artefacto I | Inventário Transcultural 2026

Este  é o NFT Artefacto I — a primeira obra da coleção. Uma peça de arte interativa que utiliza processos generativos, operando nos entrecruzamentos entre inteligência orgânica e programação com software livre.

À direita, a máscara de expressão enigmática recebida em Cuba em março de 2001, poucos meses antes do 11 de setembro e a subsequente reconfiguração da hegemonia global. À esquerda, a Cunca — cerâmica colhida na Galiza em 2016, durante viagem de reconexão ancestral, pouco antes da consolidação da imensa fratura institucional brasileira.

A Cunca, para além de sua natureza artesanal, é um recipiente de rito vernacular projetado para o abastecimento e reabastecimento constante de petiscos e/ou de vinho nas tabernas galegas, servindo como um dispositivo de convivência e fluxo coletivo.

Disponível para salvaguarda on-chain na @teia_art (Tezos). Edição limitada: 11 unidades.

Edição 2026: Artefactos de um inventário transcultural

Artefactos de um Inventário Transcultural apresenta-se em 2026 como uma série limitada de 11 obras. Com lançamentos mensais entre fevereiro e dezembro, a coleção consolida um conjunto de registos que conectam derivas em territórios galegos, brasileiros e geografias de trânsito à permanência digital.

Cada obra integrante do catálogo nasce do encontro com objetos em deriva, que atravessam um processo de investigação e composição artística. Neles, a singularidade do achado é convertida em estrutura visual, onde a intervenção da artista codifica o rastro de vivências em sistemas de permanência digital. Acompanhar este inventário é participar no desdobramento de uma cartografia que se completa ao atingir a sua décima primeira manifestação no final do ano.

Oportunidades de Aquisição

O Artefacto I inaugura a série em edição limitada de 11 unidades. A posse deste item é um marco de entrada na coleção, garantindo a colecionadores e entusiastas o direito de preferência (allowlist) nos lançamentos das próximas 10 obras que integrarão o inventário de 2026.

  • On-chain (Tezos): 33 XTZ (~ R$ 72,00). Disponível para aquisição global via Objkt.com.

  • Aquisição Direta (Pix): R$ 100,00. Modalidade exclusiva para colecionadores e pesquisadores que optam pela agilidade da transação direta e pela garantia de reserva imediata da obra. 

Nota para colecionadores via Pix: O envio do activo digital para a carteira de quem adquire é realizado após a confirmação.

Entre em contacto para assegurar a sua edição: fluxonomade@gmail.com

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